O nosso Espaço
Historial da Instituição

Dirigido pelas Irmãs da congregação de S. José de Cluny, fundada em França, em 1807, por Ana Maria Javouhey.

O colégio de S. Francisco Xavier começou a funcionar no dia 6 de fevereiro de 1893 com 20 alunas, número que pouco a pouco foi aumentando.

As Irmãs fundadoras tinham chegado a S. Miguel no Vapor D. Maria no dia 23 de janeiro do mesmo ano. A Superiora era a Madre Maria Hermance, irlandesa.

O Colégio funcionou nessa altura no edifício onde está agora a Escola Preparatória Roberto Ivens, na Rua do Mercado.

Em 1910, com a proclamação da República, as Irmãs tiveram de fechar o Colégio e sair da ilha e de Portugal, com muito pesar de grande parte da população.

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A 22 de setembro de 1932 as Irmãs destinadas à fundação do novo Colégio de S. Francisco Xavier em Ponta Delgada, partiram de Lisboa com a sua Superiora, Madre Alice de Maria Imaculada e acompanhadas da Madre Provincial, Madre Madalena dos Serafins. Chegavam a S. Miguel no dia 27 às 6 horas da manhã, sendo recebidas com simpatia por vários sacerdotes e algumas senhoras, antigas alunas, que se tinham empenhado na sua vinda. O Sr. Padre José Gomes cumprimentou-as em nome do Sr. Bispo de então, D. Guilherme Augusto de Guimarães. Receberam a hospitalidade em casa do Sr. Padre José Gomes, nomeado Director do Colégio, e tomaram posse da casa onde se ia instalar o Colégio, no dia 3 de outubro de 1932. Este edifício, com a entrada defronte da Igreja de S. Pedro, é o actual Hotel de S. Pedro que sofreu obras de restauração.

Depois de alguns dias ocupadas em mobilar as aulas, receber visitas, preparar os prospetos e matricular as alunas, o Colégio foi inaugurado a 15 de outubro com a Santa Missa celebrada pelo Sr. Padre José Gomes e à qual assistiram o Presidente da Câmara e várias famílias.

Na 2ª feira, 17 de outubro, começaram as aulas. O Colégio foi invadido por 120 crianças para o ensino primário e 20 para o 1º ano do secundário. Destas crianças, 70 inscreveram-se para aprender o Francês e o Inglês, além de 30 jovens que se matricularam no Colégio apenas para essas línguas. Não foi possível aceitar mais por falta de pessoal de ensino.

Além do trabalho das aulas, uma Irmã auxiliava na catequese, ao Domingo na Paróquia.

Todas as primeiras sextas-feiras do mês o dia escolar começava com Missa na Igreja de S. Pedro solenizada pelo Grupo Coral de Santa Cecília, havendo todo o dia adoração do Santíssimo Exposto na Capela do Colégio onde os grupos de alunas e as Irmãs se revezavam de meia em meia hora.

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A 29 de abril de 1943, nas férias da Páscoa, o colégio de S. Francisco Xavier foi transferido para o Convento da Esperança, a pedido do Sr. Bispo e do Governo, para se retomar ali a Vida Religiosa após 10 anos de interrupção.

Para essa mudança, vieram a S. Miguel a Vigaria Geral da Congregação, Madre Catarina de Jesus Cristo de Ornelas e a Madre Principal, Madre Madalena dos Serafins.

Os primeiros tempos foram muito penosos porque o Convento estava num estado lamentável de abandono e foi difícil instalar lá todas as aulas. Foi à custa de muitas obras de restauração e adaptação.

As aulas começaram lá a 4 de maio de 1943. Nessa altura já havia alunas até ao final do Ensino Secundário. Em 1942 tinha começado um curso prático tendo no programa Cultura Geral e Trabalhos Domésticos e de Agulha.

No Convento, acrescentou-se às actividades normais, o serviço relacionado com a devoção e as Festas do Senhor Santo Cristo: missas cantadas, serviço da roda onde se recebiam esmolas em troca de uma lembrança do Senhor Santo Cristo, confeção de flores para o Andor, ornamentação da igreja e de coros baixos e de cima, etc.

Com a oferta de um legado e outras esmolas para o mesmo fim, iniciou-se a Obra de Beneficência para as crianças muito necessitadas, em Escola, Trabalhos Domésticos e de Agulha (aprendizagem) e Uma Boa Alimentação. Levavam uma boa preparação para as ajudar a singrar na vida.

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A 25 de Junho de 1955 teve lugar a Bênção do terreno e da 1ª pedra do Novo Colégio que se tornou necessário construir por falta de espaço e de funcionalidade do Convento da Esperança à medida que aumentava o número das alunas, já mais de 400, e as exigências do ensino e da educação das mesmas.

As obras de construção começaram no dia 1 de fevereiro de 1957 com um subsídio do Estado e a ajuda da Casa-Mãe da   Congregação.

A 15 de fevereiro de 1957 celebrámos o 25º aniversário do regresso das Irmãs aos Açores depois da Revolução de 1910.

A 11 de outubro de 1958 foi a inauguração do Novo Colégio, no edifício atual, na Rua Agostinho Pacheco. Só estava concluída a parte sul e funcionavam aí provisoriamente todas as aulas. Estas abriram a 15 de outubro.

A nova Capela deste Colégio foi benzida a 4 de março de 1960 e a parte norte do edifício ficou concluída em dezembro de 1963, começando as aulas primárias e secundárias a funcionarem aí em janeiro de 1964. Na parte sul ficaram as Salas do Ensino Infantil e todas as instalações do Internato e da Comunidade.

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Com a vinda para o Novo Colégio começaram, a princípio 2 Irmãs e atualmente 4 Irmãs a colaborar a tempo inteiro no serviço da Paróquia: catequeses nas escolas, visitas às famílias, cantina do Lajedo, etc.

Desde o início que foram organizados no Colégio, movimentos para voluntários entre alunas e alunos: Cruzada Eucarística, J.E.C.F. e Pré-J.E.C.F., Congregação Mariana, Rosário Vivo, Legião de Maria…

Entre as várias atividades, podemos destacar por exemplo a ajuda às Missas, às famílias necessitadas material e moralmente e a difusão da boa Imprensa.

As 60 alunas da Legião de Maria do Colégio tomaram grande interesse pelas famílias mais pobres do Lajedo, algumas das quais vivendo em grande miséria moral. Além das ajudas materiais em que todas as crianças do Colégio colaboram, no Natal e na Quaresma, começaram as legionárias de Maria a visitar as famílias em pequenos grupos, sob a orientação da Irmã responsável e das Irmãs que ali trabalham. Criaram laços de amizade verdadeiros com muitas dessas famílias.

Ainda como meios de formação, todos os anos se têm organizado com algumas variantes, festas, como a de S. Francisco Xavier, com parte espiritual – Missa para todo o pessoal – e parte recreativa, quermesse, passeios, retiros ou recoleções, dias de estudo na Semana Mundial das Vocações, Missa nas primeiras sextas-feiras do mês, publicação de 1942 a 1965 duma pequena revista “Sob o Olhar de Maria”, etc.

Em 1963 a Presidente da J.E.C.F. participou em Lisboa com a Irmã responsável no Grande Encontro da Juventude que reuniu ali 60 000 jovens de todo o país.

O Colégio procura colaborar com vários movimentos, acolhendo para as suas reuniões e recoleções as conferências de S. Vicente de Paulo, cursos de cristandade, equipas de casais, ação católica, cursos Ad Gentes dos Missionários do Espírito Santo, etc.

Têm-se feito, com maior ou menor assiduidade, reuniões de Antigas Alunas.

Por vezes temos na Capela do Colégio o casamento de antigas alunas.

Desde a primeira vinda das Irmãs para a Ilha, têm surgido vocações religiosas quer para a nossa Congregação quer para outras.

Houve sempre necessidade de recorrer à boa colaboração de professoras e por vezes de professores leigos por insuficiência do número de Irmãs.

O número de alunas, de 120 em 1932, foi aumentando de ano para ano, sendo de 250 em 1943 quando o Colégio se transferiu para o Convento da Esperança e de 400 quando veio para as novas instalações actuais.

Depois de alguns altos e baixos, está actualmente com cerca de 400 alunos em coeducação, com  3 salas de creche, 4 salas de Pré-Escolar e 14 de 1º Ciclo.

Por vários motivos provenientes sobretudo da falta de Irmãs e dificuldade de encontrar, na altura, pessoal com habilitação e formação necessária, o Colégio deixou de receber alunas para o ensino secundário desde 1981 e do ensino preparatório (2º ciclo) desde 1990.

 

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